sobre

Irmã de todos os santos desacreditados, amante das sobreposições e anacronismos. A palimpsista encontra no texto um caminho sem volta para o pecado, o fruto diabólico da tradução, apropriando-se do que já foi dito muitas vezes sem mesmo ter sido falado. É uma urgência poética, um recado àqueles que se mantém em silêncio. É também um emprego do futuro, esse futuro distante das vistas que não se acabam. Não apago. Enlaço o devir do gesto ao digitar outras palavras; talvez novas, para quem nunca me olhou direito.

Camila Proto é a palimpsista, no por-vir-bruxa, em século ainda desconhecido.