Saudades que João ensinou a ter

Meu compartilhamento de histórias será breve, pois me situo baixo cinco camadas de cobertores, os olhos caídos em cansaço enquanto o corpo elétrico chora por um carinho ausente de calor e presença. A semana iniciou cheia de saudades daquele que dizia chega!; acredito que os tantos manifestos vieram a lamentar a perda daquele que logrou … Continue reading Saudades que João ensinou a ter

terra natal e meus olhos cor de criança

O trânsito do ônibus me deixa quase enjoada. São mais de 10 horas presa nesse veículo ambulante que não tem pernas e só motor máquina movida a gás, ou seja, sem alma ou esforço qualquer. Deslocar-se sem perda, força ou suor. Soa estranho. Coisa de privilegiado; e eu, indo ao reencontro dos maiores dos privilégios: … Continue reading terra natal e meus olhos cor de criança

pensamento pequeno mas singelo na cama

"Te amo pela verdade gritante de teus olhos." Meu cartão brega de aniversário terminou assim. As letras cursivas borradas no ponto final, o descanso do leitor ao fechar os olhos cansados. Me pego reescrevendo essa mesma mensagem de carinho tantas e tantas vezes, como se minha própria expressão estivesse atada à uma tal condição de … Continue reading pensamento pequeno mas singelo na cama

a inconstante possibilidade do ser (e os tantos desejos que me deixam tonta)

O que nos faz temer a morte? A ideia da finitude de um corpo, narrativa ou trajetória traçada agora enterrada meia a escombros ou dissipada em pó, sem carinho, sentido ou perspectiva para um além que não aquele físico? Ou talvez simplesmente o fato de adquirirmos a consciência do entrave das possibilidades de intensidade e … Continue reading a inconstante possibilidade do ser (e os tantos desejos que me deixam tonta)

verdes morros, choros demais

Aconteceu. A tão esperada transferência para o escritório na cidade maravilhosa. Alma solar, eles me disseram. - Você precisa passar um tempo meio aos verdes morros! Boatos que o som circula diferente pelos bairros. Madureira, em efervescência lo-fi, Catete, no desvio dos médios sonares da vizinhanças. Sem pensar duas vezes, cheguei. Tanto sal no cabelo, … Continue reading verdes morros, choros demais

sugestões para presentear um por-vir

Ah, o lixo eletrônico. Tão inofensivo, discreto, peculiar. De vez em quando escapa um, dois, spams malditos. Mas tudo bem, lidamos. Recentemente, os e-mails entraram na lista dos palimpsestos (já era hora). E fica claro que o lixo eletrônico, como esse amontoado de texto-sem-uso, propagandas enganosas, correntes de família (daquelas que ainda restam dos anos … Continue reading sugestões para presentear um por-vir